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Saúde

Luto - amar-te depois de partires

Por psicod.a.m.- Andrea Moniz, publicado em 30 Abril, 2013
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“- Esta noite... Vê lá se percebes... Não venhas comigo.
- Vou! Vou! Não te quero abandonar!
- Mas há-de parecer que me dói muito... Há-de
parecer que eu estou a morrer. Tem de ser assim.
Não venhas ver uma coisa dessas que não vale a pena.
- Vou! Vou! Não te quero abandonar!
(...)
- Fizeste mal. Vais ter pena. Vai parecer que eu
estou morto e não é verdade...
Eu continuava calado.
- Percebes?... É que é muito longe e eu não posso
levar este corpo... É pesado de mais...”
O Principezinho, Saint-Exupéry

 

O luto consiste num processo de reacção a uma diversidade de perdas com significado pessoal profundo, como a separação definitiva ou provisória de um ente querido, a morte anunciada, o dano ao amor-próprio, a perda de expectativa de afecto (exemplo: aborto espontâneo), desvalorização social.

 

Durante toda a vida passamos por diversos lutos, uns mais significativos que outros. Está provado que cada pessoa sofre, em média, quarenta perdas significativas, o que prova que é comum a vivência do luto e as suas implicações a nível individual, social, familiar, profissional. Enlutar-se, portanto, é um processo de mudança de esquemas que todos nós experimentamos.

 

Como viver/sobreviver à partida de um ente querido?
O processo de luto passa por três fases principais:
1- Choque/negação - Evitamento
2- Desorganização/desespero – Consciencialização
3- Reorganização/recuperação – Restabelecimento


O tempo acaba por ser o maior aliado para ultrapassar a perda, permitindo uma recuperação lenta e gradual. Porém, o “sobrevivente” tem também um papel activo no processo de luto, tendo que "deixar ir" o ente perdido e seguir em frente com a sua vida.

 

A relação com o ente querido continua, no entanto de uma forma diferente.
É importante manter uma ligação saudável com o ente falecido.
Neste luto “pacífico” não se esquece a pessoa nem se deixa de sentir a sua falta com tristeza. A perda torna-se integrada na memória autobiográfica e os pensamentos e a memória do falecido tornam-se cada vez mais positivos.


“Faz dois anos que nos deixaste mas continuas sempre na nossa família. Falamos de
ti quando vamos para lugares de que gostamos. Pensamos em ti quando temos
sucessos. Lembrámo-nos de ti quando tivemos uma multa... Eras e serás sempre uma
pessoa muito especial para todos nós. Fazes-nos falta. É verdade! Sentimo-nos
tristes por não partilharmos contigo muitos assuntos mas temos o gosto de ter feito
coisas importantes. Mesmo sentindo a tua falta continuamos a fazer as coisas com
prazer. Também discutimos e às vezes zangamo-nos mas fazemos as pazes como tu
fazias. A tua presença continua muito próxima …”
 


psicod.a.m.- Andrea Moniz

Directora e Coordenadora do PSICOD.A.M.

Psicóloga clínica, psicoterapeuta individual e familiar, neuropsicóloga.

 

 

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